sábado, 22 de novembro de 2014

Conrad

Conrad era minha ovelha, mas Conrad, apesar de ser ovelhA era macho. Gostava era de andar, como se estivesse procurando algo. Cheirava plantas, terra, pasto e depois paralisava. Acho que era pra sentir o cheiro, mas sentir com todos os sentidos, sabe? Conrad quis saber o significado das coisas, mas não para muda-las ou pensar sobre isso. Só pra saber mesmo. Bom, ninguém se importava. A vida no campo é doida. Passa muito devagar e você não sabe direito o que está fazendo, então o significado das coisas passa a não importar muito mesmo. É uma questão de observação vazia, sem contemplação. A vida passa lenta nesse canto da Terra. Enfim, voltando a Conrad. Eu não sei bem como, mas vou só contar o que vi. Conrad sumia todo os dias, sempre no meio da tarde e só voltava ao anoitecer. Num dia desse aí ele não voltou. Ao raiar do dia seguinte, como de costume, acordei cedo pra tirar os leite das vaca. Sonolento, senti uma sombra por cima da minha cabeça. Olhei, com os olhos ainda serrados se sono, mas tenho certeza do que vi, juro pela minha mãezinha, era Conrad subindo num balão. Só subia o balão. Com gás e às vezes soltava até fogo! Foi muito estranho, mas não pensei muito em como ele foi parar lá. Parecia o certo. Senti como se fosse normal. Era Conrad, era pra ser. E se foi.

sábado, 2 de julho de 2011

O Girassol

Era uma vez um girassol com insônia. Na verdade não era insônia, era só que ele só conseguia dormir de manhã e sempre perdia o horário do sol para poder ‘girar’ para ele. Talvez ele fosse um girassol vampiro, ou zumbi, ou qualquer dessas coisas que estão na morda agora. Ele só não tinha bigode e nem tatuagem de caveira mexicana.

Então ele decidiu que ser diferente é bom e resolveu ser um ‘giralua’. Ele se percebeu mais bonito à luz da lua e se sentia especial também. Foi legal no começo, era divertido girar de modo diferente a cada fase da lua, nunca saber o que esperar. Mas ele se cansou. A lua é muito inconstante, misteriosa. Às vezes ela nem aparece. Bom, quem nasceu pra girassol, nunca será giralua... –q hahahahahhaha

domingo, 23 de maio de 2010

Tentando explicar minha visão das coisas.

Todas as meninas que trabalham comigo tem namorado. Isso quer dizer que passo meus dias ouvindo papos sobre casamento, filhos, sexo chato e presentinhos. Uma delas está prestes a se casar, com 21 anos e com o único cara que ela deu na vida.

Eu sei que não sou considerada uma pessoa normal então escuto calada e tento não sorrir que é para que não se dirijam a mim. Ontem estavam falando de casamento e filhos e eu comentei algo sobre ser mãe e tal. Aí elas me perguntaram como eu ia ter filhos se eu não quero casar. HÁ!!! Gente, juro que não acreditei que ainda pensassem assim no mundo.

Dei uma risada debochada e respondi que não quero me casar como elas acham que deve ser o casamento porque acho desnecessário, mas que nada me impedia de manter uma relação estável com alguém e que só assinaria um papel se houvessem benefícios, sendo assim, expliquei que só assinaria este papel em duas situações. Uma se o homem com quem eu estivesse namorando fosse o Johnny Depp porque aí sim eu ia querer uma prova por escrito dizendo aquele o patrimônio é só meu. Outra se o cara tivesse um sobrenome super maneiro que eu quisesse ter também.

Não preciso dizer que a expressão no rosto delas foi um mix de “coitadinha dela... tão novinha e tão amarga” e “doida!”. Ando vendo muito essa expressão na verdade.
Outro dia conto como eu contei a elas que não acredito em deus. rs
Acho que nunca vou contar que comecei a fumar com 11 anos, a beber com 13 e a me drogar com 15. O mundo anda muito ortodoxo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Lights

Andei lendo esse blog e constatei que eu só venho aqui pra reclamar. Gente, não sou assim sempre não ok?!

Bom, vou passar a vir aqui pra contar coisas legais aleatórias.
Como o trabalho de oficina de criação que eu tenho que fazer pra amanhã e ainda não sei bem o que vou colocar.
O trabalho é de percepção. Temos que ficar 15 minutos em algum lugar público de olhos fechados ouvindo o que está em volta, pegar algo que nos chamou atenção e anotar. Fazer a mesma coisa de novo só que de olhos abertos. Depois, pegar essas percepções e trabalhá-lás de forma a criar algo para interferir no comum ou apenas refletir sobre ele.

Assim, eu achei muito legal a idéia, mas não consegui fazer isso. Um dia eu e meu amigo fomos pra um boulevard, que tem perto da nossa faculdade, para começármos nosso "trabalho". Só que não encontramos lugar pra sentar, então perguntamos pra um cara se podíamos sentar com ele... Bom, encurtando a estória, o cara é um inglês de 63 anos chamado Robert. Segundo ele já foi milhonário 4 vezes e muito pobre umas 3. Já fumou muitos baseados com o Ozzy e o Jimmy Page porque sua primeira esposa tinha uma produtora em Londres. Tem 3 filhos, mas suspeita que uma de suas filhas não seja dele (motivo? muito feia pra ser sua filha!). Não tem amigos e odeia futebol. Trabalha vendendo energia elétrica do Brasil em troca de Gás dos outros países da América Latina.

Agora somos amigos, passamos lá todos os dias (eu e meu amigo) para falármos com ele. Acabei imaginando uma coisa pro meu trabalho... mas ainda não sei.
Enfim, cansei de escrever aqui, vou ver se termino algo hoje.

*eu interrompo as coisas do nada*

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Noite dos Mascarados

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar,
deixa o barco correr
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que
vo...cê me quer"

É... to ouvindo bossa nova. Isso quer dizer que estou depressiva e melancólica e ainda estou alimentando isso.
Ainda é domingo!
Hoje me livrei do orkut. Foi difícil, mas a vida continua e acho que posso ficar mais interessante sem ele. Sem os olhos dos desinteressantes em cima de mim. Sem a falta do que fazer me deixando acomodada pulando de comunidade em comunidade.

Quero mais arte, mais blog, mais conteúdo!
Pois bem, vamos ver até quando isso dura. =)

Não sei dizer o que é.

Depois do momento de euforia, eu sempre paro para pensar. E geralmente começo as estranhar as coisas.
Esse ano de 2010 começou acontecendo tão rápido pra mim. Achei inacreditável. Todas as oportunidades surgindo e eu com mãos pequenas agarrando todas, da maneira que podia.
E o que foi de estranhar é que passei o ano inteiro de 2009 resmungando, acreditando que minha vida ia demorar pra acontecer. E daí, em uma semana, ela acontece toda de uma vez e eu mordi a língua. E foi de tirar sangue.
Nunca me senti tão completa. E eu não estou somente feliz, estou satisfeita.
Pela primeira vez em... Vinte anos.
E agora sinto que meus braços estão enormes e que o mundo inteiro está querendo ser abraçado por mim.

Que sensação estranha...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Assunto de Sempre

Ideologia idiota essa minha. Achando que o povo brasileiro está errado. Que precisa mudar. Quem está errada sou eu! Todas as vezes que saio na rua me pergunto como posso sobreviver nesse mundo de Alice que é esse país.
Assunto recorrente nas minhas conversas. Digo que infelizmente só sou brasileira pela raíz do nascimento, pelo apelo nacionalista da globo que me pegou, mas eu, eu mesma, nunca vou escutar Bezerra da Silva e achar o máximo. Respeito, acho diferente, mas gostar? Ouvir em casa, ou pedir para tocar no carro? Não.

Esse fim de semana, excepsionalmente, fui à praia. Uma praia de niterói com uns amigos. Uma brasileira, um espanhol e um caribenho. Tudo ótimo na praia até que pegamos o ônibus para voltar e eis que encontro um zoológico sobre rodas.
Cena típica nos ônibus do rio, um cara com um celular tocando funk para todos ouvirem em alto e ensurdecedor som, outro grupo de amigos que só gritavam e faziam brincadeiras infantis além de zoarem um transexual que estava presente no ônibus, um deles vomitando na janela, e outro (acreditem!) mijando no chão do ônibus, duas vezes!!! Isso mesmo, com direito a escorrer pelo ônibus todo e os amigos à gargalhadas.

Fiquei muito irritada, pensando o que podia eu fazer nessa situação. Não sabia se sentia pena, vergonha, se reclamava... Decidi observar como o espanhol estava lidando com aquilo. Bom, ele estava normal, às vezes até ria de algumas coisas. Aí vi que, pra ele, não faz diferença. Ele vai embora e nunca mais vai ser obrigado a conviver com isso. Aquela cena era exótica, primitiva e selvagem, por isso ele achou graça.
Mas e eu? E nós? Serem civilizados desse país de índios preguiçosos, colonizadores comedores de índias e exploradores, imigrantes falidos, negros sem ideal, criminosos refugiados,...
Ah vontade de desistir...
Ah vontade de esquecer essa raíz...
Oh fraca raíz que nunca me aceitou...
Será que um dia vou aceitá-la?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Viver é Muito Perigoso!

Nossa, quanto tempo não paro pra escrever aqui. Estava acreditando piamente que minha criatividade tinha me abandonado, mas vi que nunca a tive! Acho que escrever é um exercício. Falando assim até parece clichê, mas tem coisas que você sempre ouve por aí e só percebe mesmo que é verdade no seu tempo.

Ontem tive um sonho muito divertido. Um cara perturbado com a vida, que morava numa cidade na qual não se identificava (semelhanças comigo mesma é mera coincidência), resolve passar a vida num balão (não sei se meu cérebro captou o novo filme da pixar). Daí que como era no futuro e só tinha concreto no mundo a moda era fazer o jardim no telhado. Bom, ele pensou que morando num balão, seu mundo não seria mais cinza, mas sim verde, azul, e arco-íris. Foi feliz por uns 10 minutos, até que surgiu um avião, depois outro, depois um jato. É, ele viu que não tem como mesmo. A vida não é um filme. As pessoas podem cair de cara no asfalto e quebrar o dentre da frente! (agora sou eu!) haha



domingo, 9 de agosto de 2009

Outsider is the new black.

Ficar 30 minutos num ônibus realmente me faz pensar na vida e nos paradoxos que a compõe. Vamos lá:

Ser original está na moda.
O legal agora é não se adaptar ao sistema.
Mas, veja bem, é tanta gente "não se enquadrando" que ser um outsider já se tornou algo comum. Mas ninguém admite.
Porque, pensa comigo:
Não se enquadrar é bacana.
Todo mundo quer ser um não-enquadrado.
Surge uma multidão de "não-enquadrados".
Não-se-enquadrar vira moda.
E lá estamos nós dentro do sistema de novo.

Durma com um barulho desses.

(Tudo isso porque ouvi a conversa de duas meninas de cabelo rosa e roxo, com blusas do Fresno e NXZero, rindo dos dogmas da atual sociedade vigente.
Oi?)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Carta

Naná, esta carta é para você. Não queria ser indelicada,
mas também não me agrada a apatia.

Sei que estás ciente de minha repúdia quanto suas atitudes
recentes. Sei também que sempre fora uma aproveitadora. Sim,
porque é de conhecimento geral minha perspicácia para avaliar
as pessoas. No entanto, segui com meu habitual circo teatral,
já que, alguns de meus interesses cruzavam com os teus.

Neste momento, declaro acabada toda e quaisquer relação
entre nós. Sinta-se à vontade para deixar meu ciclo social,
antes que passe demasiada vergonha.
Não adianta apelar à Ancelmo. Antes que receba esta carta,
ele já estará ciente, e com toda a certeza de acordo com minha
decisão. Sabes que somos amigos de longa data, sem contar os
favores que ele me deve.

Pois bem, é só. Espero não tornar a vê-la.



Bon Voyage!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Café gelado na minha caneca gigante me faz pensar no universo. Não gosto dele assim, mas se eu tentar melhorá-lo reaquecendo vai dar dor de barriga! hahahaha

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Não tem título!

Parece que o mundo não me vê mais. Mas acho que fui eu quem escolheu isso. Porque não quero mais pensar em mim pelos amigos que eu tenho, ou pelos lugares que eu vou. Quero aprender a pensar em mim totalmente desligada da sociedade que vive perto de mim.

Não me interessa conversar no msn, não me interessa se fulano morreu de gripe suína e que o congresso tá uma bagunça. O meu mundo não é esse! Andei pensando que não existe essa coisa de "viagem". Sabe, quando dizem: "Ah que viagem da sua cabeça!"
Cada um tem a sua realidade. E é real mesmo! Cada um vê a maçã de um jeito né? Eu não sei qual é a sua maneira de vê-la, mas com certeza está certa. A minha também está!
Então vi que não importa o que os outros me descrevem como real. Eu não vejo isso, o meu real não é esse. Essa maçã podre não me interessa. Eu gosto de maçã verde! haha



Eu gosto do que não sei explicar, gosto de pensar que apesar do mundo ser totalmente interligado, há uma distância enorme entre a minha cabeça e o lado de fora. E não quero ser algo. Será que eu posso ser nada? É mais legal do que achar que sou alguma coisa no mundo dos outros sem perceber que no mundo real (o meu próprio) não sou nada. Não quero esquecer de mim.

terça-feira, 14 de julho de 2009

E não me alcanço.

Há quanto tempo não deito no chão pra ver as estrelas?
E há quanto tempo não brinco de ver luzinhas, esfregando meus olhos com força e abrindo-os de repente?
E há quanto tempo não saio pra dançar, pra me divertir, pra esquecer que eu tenho que viver a vida com responsabilidade e que o tempo aqui é curto?

Eu era tão feliz quando criança.
Era feliz e sabia disso. Talvez só não tivesse noção do quanto grande era essa "felicidade". E, sabe, era bem maior do que eu podia imaginar.

Há meses estou nostálgica em excesso.
Lembro da minha vitrola e dos meus discos do Balão Mágico, Trem da Alegria, Cavaleiros do Zodíaco e por aí a fora. Lembro das tardes encharcadas de música. Lembro dos meus desenhos, do enorme quintal do vovô e de como tudo era pura magia.
Sempre brincando sozinha. Sempre criando mundos e personagens dentro de mim.
Eles ainda estão aqui dentro. Dá pra sentir tão forte.
Sinto falta do jardim da minha avó e das pedrinhas coloridas do quintal.
Sinto falta do porão que tanto me encantava e me aterrorizava.
Sinto falta da casa "mal assombrada" da vizinha.
Sinto tanto. E tudo me dói.

O que está havendo comigo?

domingo, 5 de julho de 2009

O que você vai ser quando você crescer?

Por vezes me sinto avulsa demais.
Sempre me senti como um erro do sistema desde criança. E admito até gostar disso. Porém tem horas que desejo mesmo ser 100% normal. Embora a definição de normal seja algo totalmente aleatório e relativo (como qualquer coisa nessa vida), mas me refiro a normalidade pregada pela sociedade vigente.

Vou me explicar:

Larguei a faculdade pública porque não me identifiquei com o curso.
E não pretendo prestar o vestibular novamente. Cansei mesmo dessa vida. Minha meta agora daqui pra frente é faculdade particular, pois é só pagar tudo em dia que eles te tratam como rei.

Quando comuniquei a decisão pra minha mãe ela teve um ataque psicótico, por assim dizer.
Disse que eu devia terminar o curso mesmo não gostando pois eu teria o diploma de uma faculdade pública. Ela deu um peso tão grande a esta expressão que eu senti que estava cometendo o maior erro da minha vida.
Daí eu parei pra pensar sobre o rumo que as coisas estavam tomando pra mim e comecei a me comparar com o restante da família. E esse sim se configurou como o maior erro cometido em minha vida (pelo menos até então).

Tomando por base a minha geração: todos, aos 15 anos de idade, já tinham certeza do que queriam na vida.
Eu? Bem, aos 15 eu só pensava em dominar o mundo de qualquer maneira.
Entre os 18 e 19 anos, todos já estavam nas respectivas universidades públicas de seus sonhos, cursando a faculdade que sempre desejaram.
Eu? Bem, eu entrei na universidade pública para qual prestei vestibular mas sem nem saber direito o que eu estava fazendo.
Resultado: Formaturas chegando e pessoas felizes.
Eu? Bem, eu ainda não faço idéia do que eu quero pra mim.

Não que isso seja de fato um grande problema. Só que de vez em quando, assim que dispensa-se um certo tempo para analisar as coisas e você se descobre como o único perdido no caminho, bate uma puta insegurança. E exatamente por isto que, em alguns momentos, quero tanto "ser normal". Seguir o fluxo natural das coisas e ser motivo de orgulho pra mim mesma.

Daí que agora eu tô trabalhando.
Fico sentada na frente de um computador o dia inteiro, analisando documentos de gente de todo o país e mexendo nuns 5 programas diferentes pra ver quais as chances da pessoa analisada dar ou não um calote na empresa.
Resumindo: análise de crédito.

E o plano é: esperar uns meses pr'eu me estabilizar na empresa e enfim poder começar uma faculdade.
E é nessa espera que eu tenho que decidir o que eu quero pra minha vida, pois eu tenho palpites, mas não respostas.

Por que eu não encontro uma maleta com alguns milhões de dólares? Facilitaria tanto as coisas.


Ps.: Título da publicação retirada da canção "pais e filhos" do Legião Urbana.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Esse é o Momento de Crescer

Como é difícil arrumar um emprego! Acho que quanto mais vou a entrevistas, mais perco minha inocência. E não era uma inocência ruim, era aquela que eu pretendia levar pra minha vida inteira.

Estou indo à entrevistas de algumas grifes de roupas e até isso é difícil. Não tem que ter um intelecto, mas tem que ser de um jeito que eu não sei ser. Ainda por cima ter experiência. Vê se pode?! Pra empurrar umas roupas pra gente que tá a fim de comprar precisa ter experiência. Em quê, chatice?
Já fui em 4 e é até bem engraçado. Tem que ir no RH da empresa e falar com gente que entende de gente, então é mais complicado do que falar com alguma gerente patricinha.

A primeira foi a Maria Filó, cheguei lá e tinha umas garotas lá, todas com cara de simpáticas e com o mesmo cabelo! Fiz a entrevista e fui embora, normal. A segunda foi a Folic e foi pior (só vai piorando), a entrevista foi aberta e tinha mais de 10 meninas. Cada uma falava de cada vez e todas as outras ficavam olhando. Fiquei desesperada quando percebi que era a única sem experiência. O povo começa a trabalhar com 15 anos! Outra do meu lado com 20, casada e um filho de 1 ano e meio. Outra com a minha idade noiva de um turco! Onde esse povo arruma uma vida tão intensa com menos de 20 anos? Me senti tão infantil. Mas nem liguei muito. Eu sempre vou pra essas coisas achando que é uma grande brincadeira.
Hoje fui a duas, uma de manhã e outra à tarde. A da manhã foi a que eu mais quero. É uma grife infantil chamada Fábula, é tipo muito fofa e na loja do rio design leblon tem até árvore de verdade dentro da loja! *.*

É um mundo lúdico que parece filme do Tim Burton. Nem amei né?! Dai fui de vestido amarelo todo bolo de festa. Dessa vez só tinha eu, e a garota me mandou fazer uma redação! PQP UMA REDAÇÃO??? Escrevi tanta merda que elas devem estar rindo até agora. Depois ela me fez algumas perguntas e entre elas: "...Um líder?" PORRA! como assim? Eu preciso disso pra vender roupa pra crianças? Sei lá, Bozo?! Só conseguia pensar no Hitler, mas não podia falar então eu soltei: "Mahatma Gandhi!" - "Por que?" Vê lá se eu sabia responder? Enrolei tanto até ela achar que eu devia saber o que estava dizendo e se achar uma burra por não saber! haha
Na última eu tava cansada e puta por estar perdendo o jogo da Espanha então fui toda largada, sem saco pra nada, fiquei tomando cafézinho enquanto as outras estavam super nervosas. Fiz outra redação, dessa vez tinha que falar o que eu mais gosto no comércio e coloquei que é o poder de persuasão e blá blá blá. A entrevista foi muito tranquila e rápida. Acho que foi a minha melhor entrevista até agora e foi a que eu menos me preocupei em agradar.

Que lição tiramos de tudo isso queridos alunos? Faça que nem a Bridget Jones e diga a verdade, que dormiu com seu chefe e precisa de outro emprego, ou como eu, e coloque as roupas que te agradam e falem o que quiserem falar. Talvez os filmes americanos ensinem alguma coisa afinal! Ou esse filme é inglês?

sábado, 13 de junho de 2009

Ei, me espera! Vou voltar com você... :D

Babs, ingênua Babs...
Passei o dia dos namorados sozinha fazendo faxina na casa que está recém-reformada.
Só vi o bofe no final do dia e por pouco tempo. Enfim...

Tenho uma visão realista sobre o amor.
Acredito sim que seja um sentimento muito nobre - e não falo somente do amor entre duas pessoas - e que ele mexa profundamente com a vida de quem o sente, contudo a mídia o transformou em algo perfeito demais. Uma perfeição tão extrema que nós seres humanos não poderíamos sentí-lo, caso o amor de fato fosse do jeito que desenham para nós.

Sabe a frase: "Não posso mais viver sem você."?
Mentira.
Mesmo eu, que estou apaixonada, nunca disse isso pro meu namorado. E sabe por quê?
Porque eu posso viver sem ele, eu só não quero. Pelo menos não ainda. Hahaha [que ele não me leia, mas caso leia: brinks, amor!]
Se um dia ele sair da minha vida provavelmente irei sofrer e coisa e tal, mas a vida vai continuar. E no fim das contas eu vou me acostumar com a ausência dele.

Histórias como as da série Twilight (Crepúsculo, meus pequenos tupiniquins) são bonitas até (embora me dêem muito, muito sono) mas não são possíveis. Pelo menos não na minha mente perturbada. Meu cérebro simplesmente não processa tais informações.
Você pode amar uma pessoa a vida inteira, mas haverão momentos em que você vai precisar estar sozinho ou simplesmente não estar com aquela pessoa em específico. Vai precisar dos amigos, do cachorro, da birita...
E não é só porque se ama alguém que não pode haver momentos de profundo ódio, por exemplo. Conviver com outra pessoa é difícil e precisa de muita paciência.
O amor não acontece sozinho. Vários sentimentos o acompanham para que ele exista.

Há momentos em que os problemas inerentes à vida nos atropelam e, mesmo que se esteja apaixonado, não há 'clima' para demonstrações, não há vontades para sorrisos e abraços. E de maneira alguma isso quer dizer que o amor diminuiu ou se foi. Ele ainda está lá, só que guardado, porque existe outro sentimento que precisa ser extravasado no momento.

Vende-se uma idéia tão perfeitamente lapidada sobre o amor que qualquer variação é vista como "fogo de palha" ou "amor de mentira".
Não agüento [viva a força da resistência] com essas hipocrisias sociais.
Principalmente as que rondam as mulheres.
Estipulou-se que só seremos completas se tivermos um grande amor, filhos e a família inteira reunida pro almoço de domingo.
Mas por que a felicidade tem que ser igual pra todo mundo se sentimos e vivemos o mundo de formas diferentes? Não faz sentido. Não pra mim.

Dia dos namorados é comércio, assim como a maioria das datas comemorativas.
Quando estava solteira, nunca tive crise de 'encalhada' nessa época do ano. Gente, eu não gosto nem do natal, que comemora o nascimento do FILHO DE DEUS! Ou seja, eu lá vou ligar pra dia dos namorados? Fazfavô, né?

E sobre Twilight, existe uma imagem que resume tudo o que penso sobre a série:



*Tenho estado aqui todas as noites... Vendo você dormir.
*Oh Edward! Isto é tão romântico.
*STALKERS - Eles NÃO são românticos. Eles são ASSUSTADORES. Chame a polícia.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Agoooora sim, voltando!

Acho que agora esse blog finalmente acontece. Terminamos de organizá-lo e agora ja podemos chamá-lo de lar! [?]

Enfim, decidi postar hoje porque é dia dos namorados e eu sei que a Nathália não vai postar porque ela tem um namorado. Significa que tem o que fazer hoje. Eu? Bom, estou esperando minha amiga chegar aqui em casa. O plano é beber cerveja preta e falar mal das pessoas que necessitam de um namorado pra se sentirem felizes. rs

Outro dia eu estava na casa do meu pai e minha irmãzinha de 10 anos me encheu o saco pra ver Crepúsculo. E eu vi! ¬¬
Mas como agora tenho uma visão diferente dos filmes americanos, o que eu vi foi uma mentira desgraçada que só faz mal às pessoas que crescem vendo aquilo. E não estou falando da parte dos vampiros. Porque aí ninguém está enganando ninguém, todo mundo sabe que é ficção.
Mas tem uma parte que o Cedrico (sim, pra mim ele sempre será o Cedrico!) vira pra garota e fala: "você é minha vida agora". Eles só se conheciam há uns 2 meses!!! Isso não existe e a gente cresce tentando buscar alguma coisa igual a isso! Achando que um dia vai cair do céu. Parece que a única parte da vida que merece ser contada é aquela em que você está com alguém, ou começando a se interessar por alguém.

Pra mim, é muito mais complicado. Eu simplesmente não me interesso por ninguém. E graças a esse tipo de filme e me sinto uma anormal. Não quero um namorado, apenas gosto de flertar com todos que aparecem na minha frente, e só! haha
Não preciso me sentir culpada por não ter um namorado hoje. Como a Amália disse: "Você não tem coração. Mas sabe viver bem com isso!"
Acho que sei...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Voltando, né...

Tranquei a faculdade, voltei a procurar emprego e tô me sentindo mais sozinha do que nunca nesse mundo de meu Deus. Hahaha
Mas tudo bem, isso é fase e tudo dá para ser superado.
E eu estou animada. De verdade. E dessa vez eu sei que não é uma animação de uma semana.
Até porque já se passaram duas, então...

O único problema é: Por que eu tenho essas vontades de rico? Por queeeee?
As duas faculdades que eu quero só tem em faculdade particular. E meu bolso não gosta nada disso.

Ps.: Em algum post aí eu disse que estava fazendo o layout novo, mas só BABS sabe a merda que estava.
Daí eu apaguei aquele e já estou construindo um que, na minha opinião, tá ficando bem bacaninha (anos 70, voltei).

sábado, 4 de abril de 2009

blá!

Definitivamente não conheço a minha própria lógica! É estranho ser humano né?! Você sabe como é, eu sei. Mas será que sente o mesmo peso que eu sinto estando nessa condição?
Eu sempre acho que estou sendo observada. Não por espiões ou por Deus, é mais como se eu estivesse num filme. Ontem vi um filme que o cara disse mais ou menos assim: “Não existe figurantes aqui, cada um é protagonista da sua própria história.”
Isso é... Eu só penso em mim! Eu, eu, eu e eu. Não é arrogância, é só a condição de ser.
Já reparou que esse negócio de reencarnação não tem lógica? Porque, se a gente fosse voltar, pra quê ir? Sempre tem que acabar! Mesmo quando não acaba. Quero dizer, quando é que você pára e diz a si mesmo “É, já fiz tudo. Posso morrer.”? Sempre tem o que fazer. Não importa a idade, nunca se encontra aquele momento de completa satisfação. Sempre terão assuntos inacabados. E é assim que acaba.
Em falar em acabar, eu nunca consigo concluir coisas complexas. Eu tenho um caderno com idéias que não se encaixam e nunca irão formar uma coisa só.
Ih, tenho que ir, minha mãe vai me pagar 10 reais pra traduzir o trabalho dela! Haha
Então, mais uma coisa inacabada. Só que agora não ligo mais. As coisas são assim mesmo.

domingo, 29 de março de 2009

Grr

Minha imaginação fugiu. E nem deixou bilhete.
Pior: Não me levou junto!

Fico muito agradecida, sua ingrata.

Ps.: Babs, tô trabalhando no layout novo, mas não sei se vai ficar bom não.