sábado, 2 de julho de 2011

O Girassol

Era uma vez um girassol com insônia. Na verdade não era insônia, era só que ele só conseguia dormir de manhã e sempre perdia o horário do sol para poder ‘girar’ para ele. Talvez ele fosse um girassol vampiro, ou zumbi, ou qualquer dessas coisas que estão na morda agora. Ele só não tinha bigode e nem tatuagem de caveira mexicana.

Então ele decidiu que ser diferente é bom e resolveu ser um ‘giralua’. Ele se percebeu mais bonito à luz da lua e se sentia especial também. Foi legal no começo, era divertido girar de modo diferente a cada fase da lua, nunca saber o que esperar. Mas ele se cansou. A lua é muito inconstante, misteriosa. Às vezes ela nem aparece. Bom, quem nasceu pra girassol, nunca será giralua... –q hahahahahhaha

domingo, 23 de maio de 2010

Tentando explicar minha visão das coisas.

Todas as meninas que trabalham comigo tem namorado. Isso quer dizer que passo meus dias ouvindo papos sobre casamento, filhos, sexo chato e presentinhos. Uma delas está prestes a se casar, com 21 anos e com o único cara que ela deu na vida.

Eu sei que não sou considerada uma pessoa normal então escuto calada e tento não sorrir que é para que não se dirijam a mim. Ontem estavam falando de casamento e filhos e eu comentei algo sobre ser mãe e tal. Aí elas me perguntaram como eu ia ter filhos se eu não quero casar. HÁ!!! Gente, juro que não acreditei que ainda pensassem assim no mundo.

Dei uma risada debochada e respondi que não quero me casar como elas acham que deve ser o casamento porque acho desnecessário, mas que nada me impedia de manter uma relação estável com alguém e que só assinaria um papel se houvessem benefícios, sendo assim, expliquei que só assinaria este papel em duas situações. Uma se o homem com quem eu estivesse namorando fosse o Johnny Depp porque aí sim eu ia querer uma prova por escrito dizendo aquele o patrimônio é só meu. Outra se o cara tivesse um sobrenome super maneiro que eu quisesse ter também.

Não preciso dizer que a expressão no rosto delas foi um mix de “coitadinha dela... tão novinha e tão amarga” e “doida!”. Ando vendo muito essa expressão na verdade.
Outro dia conto como eu contei a elas que não acredito em deus. rs
Acho que nunca vou contar que comecei a fumar com 11 anos, a beber com 13 e a me drogar com 15. O mundo anda muito ortodoxo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Lights

Andei lendo esse blog e constatei que eu só venho aqui pra reclamar. Gente, não sou assim sempre não ok?!

Bom, vou passar a vir aqui pra contar coisas legais aleatórias.
Como o trabalho de oficina de criação que eu tenho que fazer pra amanhã e ainda não sei bem o que vou colocar.
O trabalho é de percepção. Temos que ficar 15 minutos em algum lugar público de olhos fechados ouvindo o que está em volta, pegar algo que nos chamou atenção e anotar. Fazer a mesma coisa de novo só que de olhos abertos. Depois, pegar essas percepções e trabalhá-lás de forma a criar algo para interferir no comum ou apenas refletir sobre ele.

Assim, eu achei muito legal a idéia, mas não consegui fazer isso. Um dia eu e meu amigo fomos pra um boulevard, que tem perto da nossa faculdade, para começármos nosso "trabalho". Só que não encontramos lugar pra sentar, então perguntamos pra um cara se podíamos sentar com ele... Bom, encurtando a estória, o cara é um inglês de 63 anos chamado Robert. Segundo ele já foi milhonário 4 vezes e muito pobre umas 3. Já fumou muitos baseados com o Ozzy e o Jimmy Page porque sua primeira esposa tinha uma produtora em Londres. Tem 3 filhos, mas suspeita que uma de suas filhas não seja dele (motivo? muito feia pra ser sua filha!). Não tem amigos e odeia futebol. Trabalha vendendo energia elétrica do Brasil em troca de Gás dos outros países da América Latina.

Agora somos amigos, passamos lá todos os dias (eu e meu amigo) para falármos com ele. Acabei imaginando uma coisa pro meu trabalho... mas ainda não sei.
Enfim, cansei de escrever aqui, vou ver se termino algo hoje.

*eu interrompo as coisas do nada*